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Fintech baiana de investimentos alternativos recebe aporte de 3 mi da DOMO Invest

11 de fevereiro de 2020
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A DOMO Invest (http://www.domoinvest.com.br), uma das principais gestora de Venture Capital no Brasil, acaba de ampliar o seu portfólio em mais uma Fintech. Trata-se da Bloxs Investimentos (https://bloxs.com.br), cuja missão consiste em democratizar o acesso a investimentos alternativos de alta qualidade, a partir de operações 100% online e com a regulamentação da CVM conforme a instrução 588. O aporte é de R$ 3 milhões e a expectativa de crescimento nos próximos três anos é de mais de 10 vezes.

“Ter a DOMO Invest como sócia reforça que estamos no caminho certo para democratizar o acesso de empresas e projetos ao Mercado de Capitais e dos investidores comuns às oportunidades diretas em investimentos alternativos. Juntos, levaremos o negócio a outro patamar, trazendo a escalabilidade necessária a plataforma “, destaca Felipe Souto, CEO da Bloxs.

Atualmente, nota-se tanto no Brasil quanto globalmente um cenário de alta liquidez, juros negativos em certas economias e baixos retornos da renda fixa tradicional. Diante desse contexto desafiador, mesmo os pequenos investidores precisam ampliar seus espectros de investimentos para a economia real diretamente para agregar “alpha” aos seu portfólio. Nos últimos anos, ganhou muita força o movimento da “descanbarização” onde as corretoras independentes, através de Agentes Autônomos de Investimento, conseguiram difundir o acesso a produtos como CDBs, CRIs, CRAs, Debêntures e Fundos de Investimentos especializados. Hoje, com a menor taxa Selic da história (4,25% a.a.), uma inflação projetada para o final do ano   de 3,7% o investidor se depara com um retorno real menor que 1% a.a., tornando fundamental ampliar os horizontes para novas alternativas de investimento para manter os rendimentos mais altos.

É, justamente, nesse cenário que se encaixa a Bloxs. Por meio do acesso à sua plataforma de investimentos 100% online e regulamentada pela CVM, o usuário tem acesso aos investimentos alternativos diretamente. Trata-se de uma abertura para investidores comuns, a partir de R$ 5.000,00, acessarem investimentos rentáveis, exclusivos e com lastro em projetos da economia real. Uma vez feito o aporte, o recurso é destinado aos ofertantes para o desenvolvimento daquele projeto, a exemplo de empreendimentos imobiliários, geração de usinas solares, aluguel de veículos, entre outros.

A relação entre o ofertante e o cliente baseia-se em um contrato de investimento coletivo, ou seja, um título de valor mobiliário nos termos da ICVM 588. Os retornos dos projetos, com durações estimadas de 12 a 36 meses, são em torno de 12% a 25% ao ano com base no conceito “win win“, ou seja, quanto mais o ofertante ganha com o projeto, mais o investidor ganha. Tendo sempre como foco a proteção do principal do investidor por intermédio das garantias. É importante lembrar que, como em toda a operação dessa natureza, existe o risco de crédito, que naturalmente é mitigado por uma análise criteriosa da empresa ofertante, do profundo conhecimento do segmento ofertado, e principalmente da composição de garantias (como: aval, bens imóveis, recebíveis, penhor de cotas sociais, etc.).

“A proposta da Bloxs está em linha com a tendência de democratização dos investimentos e  enxergamos na startup bastante potencial. Além disso, o time possui expertises complementares e um amplo conhecimento e relacionamento com o mercado, possibilitando assim oportunidades únicas para seus clientes”, complementa um dos sócios da DOMO Invest, Gabriel Sidi.

Fundada em 2017, a Bloxs recebeu a autorização da CVM para operar como plataforma de investimentos coletivos em outubro de 2018. Os seus sócios, já possuíam, na ocasião, mais de 15 anos de experiência no ramo. Em 2003, Felipe Souto foi um dos fundadores da FuturaInvest que, nove anos mais tarde, cresceu e se transformou em uma instituição financeira. Nasceu então a FuturaInvest DTVM, que evoluiu bem, teve escritórios por todo o Brasil e, em 2016, foi 100% vendida para a Azimut Brasil, braço local da Azimut Investments, de origem italiana.  A partir daí, Souto, juntamente com Rafael Rios, então executivo de uma grande incorporadora, mergulharam no universo das Fintechs. À luz dessas tendências mercadológicas de desbancarização e desintermediação apostaram em uma nova forma de propiciar aos investidores comuns o acesso a oportunidades de investir diretamente na economia real, o que até então só era feito por investidores institucionais, family offices e clientes UHNW (Ultra High Net Worth).